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MANUAL DE BOAS PRÁTICAS PARA A BIODIVERSIDADE AGRÍCOLA

Elaborado em parceria com a CAP - Confederação de Agricultores de Portugal e financiado pelo Programa para a Rede Rural Nacional, este manual editado em Julho de 2013 pretende contribuir para a disseminação de medidas concretas de promoção da biodiversidade em meio agrícola.




A par dos apoios públicos existentes e direcionados para a preservação da biodiversidade em meio agrícola e seu uso sustentável (nomeadamente as medidas agro-ambientais), os agricultores podem efetuar um conjunto de iniciativas a título individual que promovam os níveis de diversidade biológica nas suas explorações, sem descurar a rentabilidade económica.

Nesta perspetiva, no âmbito do projeto ‘Disseminação de Boas Práticas para a Biodiversidade na aplicação de compromissos agro-ambientais’ e em estreita articulação com o ‘Projeto-piloto para a avaliação da adequabilidade e impacto da implementação de medidas de incremento da biodiversidade em explorações agrícolas do continente’,  foi elaborado o MANUAL DE BOAS PRÁTICAS PARA A BIODIVERSIDADE AGRÍCOLA.

Este manual reúne um conjunto de boas práticas de promoção da biodiversidade em explorações agrícolas, e tem como objetivo disseminar, promover e facilitar a sua concretização pelos agricultores e proprietários.

Destacam-se a instalação de infra-estruturas como as caixas ninhos para aves, caixas abrigo para morcegos ou a construção de montes de pedra e/ou lenha, para abrigo de diversas espécies (entre répteis, anfíbios, pequenos mamíferos e insectos). Adicionalmente, a manutenção e melhoramento de cavidades em muros e edifícios, fendas em rochas, buracos em árvores e cavidades naturais no solo, irá proporcionar locais de refúgios, dormitório e reprodução a espécies consideradas auxiliares no controlo natural de pragas (em especial morcegos e aves). 

A construção de charcos, muito apreciados por anfíbios e libelinhas, pode também servir como ponto de abeberamento a vários animais selvagens, em especial nos períodos de estio. Ao mesmo tempo estas massas de água recolhem e armazenam dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, ajudando a regular o clima.

A instalação de bebedouros (para aves e outros animais selvagens), colocação de protectores de plantas (em especial no caso dos montados de sobro e azinho), ter culturas para a fauna selvagem, conservar áreas ou estruturas naturais e semi-naturais (como bosquetes, zonas ripícolas, charcas agrícolas, muros de pedra posta) ou até mesmo a plantação de árvores (para criação de sebes e estruturas lineares), são também medidas que ajudam a manter e aumentar a biodiversidade nos campos agrícolas.

Outras práticas passam por adaptar compromissos relacionadas com a gestão agrícola, como a manutenção do alagamento de canteiros de arroz durante o inverno, a manutenção de parcelas sem pastoreio de gado durante a primavera (evitando a destruição de ovos ou crias de aves que fazem ninho no chão), a manutenção de áreas incultas (favorecendo berço a insectos ou local de refúgio e alimentação a aves, répteis e mamíferos), o arrelvamento da entrelinha nos pomares (aumentando a diversidade de plantas espontâneas favoráveis à actividade de auxiliares), entre outras.

Descarregue o MANUAL DE BOAS PRÁTICAS PARA A BIODIVERSIDADE AGRÍCOLA aqui.

Para aceder às FICHAS TÉCNICAS de algumas das medidas propostas aceda aqui.