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O que fazer se encontrar um animal selvagem ferido

Muitas vezes encontramos animais selvagens feridos/debilitados e não sabemos o que fazer. Consulte aqui as medidas corretas a tomar nestas situações e os contactos que deverá efetuar, por forma a garantir a sobrevivência do animal encontrado.






1 – Evite ao máximo perturbá-lo, minimizando o barulho, tempo de manipulação e o contacto com as pessoas;

2 – Contacte as entidades competentes para procederem à recolha do animal:
- SEPNA - Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (GNR) - 213 217 291/2;
- Linha SOS Ambiente - serviço online (SEPNA/GNR) – 808 200 520;
- Parque/Reserva Natural mais próxima (contactos) ou os serviços centrais do ICNF (213 507 900 | icnf@icnf.pt).

Se tiver alguma questão, pode contactar o Centro de Recuperação de Animais Selvagens mais próximo (contactos). Recorde que os Centros de Recuperação não possuem os meios nem a responsabilidade para a recolha dos animais, essa compete às autoridades.

3 – Se não se sentir confortável para manipular o animal, contacte o SEPNA/ICNF e vigie-o tanto quanto possível para garantir a sua segurança.

4 – Se se sentir suficientemente seguro para o manipular, aproxime-se cautelosamente e capture-o usando uma toalha ou manta para o cobrir de modo a privá-lo da visão (diminuir os estímulos visuais), para que não o possa ferir enquanto o apanha e para que este não o possa ferir enquanto se debate (tenha particular cuidado com o bico, dentes e garras).

5 – Coloque-o numa caixa de cartão perfurada, preferencialmente apenas um pouco maior do que o animal em questão. Também poderá utilizar uma transportadora de animais domésticos tapada com um pano (mas a caixa de cartão é preferível). Se não tiver uma caixa, enrole a toalha que usou à volta do animal para lhe limitar os movimentos, de forma a proteger-se a si e a ele próprio. Se tiver luvas grossas – de cabedal ou de jardinagem – use-as.

6 – Até à recolha, mantenha o animal num local calmo, escuro e aquecido. Evite contactos excessivos. Se não possuir conhecimentos para tal, não lhe dê alimento, água nem medicação, nem lhe preste os primeiros-socorros.

7 – Recolha todas as informações possíveis sobre o local e condições em que o encontrou (ex: junto a uma estrada, linha de água, reserva de caça, poste ou linha elétrica...).

8 – Não deve manter o animal em sua posse mais tempo do que o estritamente necessário e nunca fique com um animal selvagem com intenção de o recuperar. Um animal que é mantido demasiado tempo em cativeiro perderá a possibilidade de sobreviver no seu habitat natural, tornando-se incapaz de voar, caçar e de se defender convenientemente.

9 – Durante a época de reprodução pode encontrar crias de ave no chão e pensar que estarão feridas. Muitas vezes estas crias saíram do ninho na primeira tentativa de voo ou passeio, estando bem e continuando a ser alimentadas pelos progenitores. Nestes casos, tente verificar se os progenitores se encontram na zona, se a zona é segura (longe de estradas ou de possíveis predadores, inclusive animais domésticos, por exemplo) ou se a cria está realmente ferida (com sangue ou muito debilitada). Se em caso de dúvida recolher a cria para entregar às autoridades, registe bem o local onde foi encontrada pois pode ser possível devolvê-la ao ninho, uma vez avaliada e tratada. Para o auxiliar na decisão do que deverá fazer ao encontrar uma cria de ave, consulte o esquema seguinte mas tenha em atenção que existem algumas espécies de animais aos quais este esquema não se aplica, como por exemplo andorinhões, aves de rapina diurnas e noturnas. Em caso de dúvida pode sempre contactar o centro de recuperação mais próximo.



Fotografia "Crias de Texugo": RIAS/ALDEIA
Fotografia "Cria de Peneireiro-das-Torres": LPN