Censo de Inverno do Milhafre-real
Evento:

Já aconteceu

Data:

de 1 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020

Local:

Portugal Continental

O milhafre-real (Milvus milvus) é uma das aves de rapina mais ameaçadas de Portugal, com uma população reprodutora Criticamente Em perigo (CR) e uma população invernante Vulnerável (VU), com efetivos oriundos do norte da Europa.

 

Os dormitórios encontram-se, geralmente em árvores grandes isoladas, pequenos bosques ou florestas, mas também pode ocorrem em postes elétricos e outras estruturas artificiais. Os aterros sanitários são um dos pontos conhecidos de atração do milhafre-real, que também é necrófago. Por este motivo os aterros constituem por vezes um excelente meio de identificação de concentrações, e prospeção de dormitórios, que frequentemente estão num raio de 1 km em redor.

 

Os primeiros censos foram realizados em janeiro 2015, e têm sido realizados anualmente em janeiro, fevereiro, desde essa data.

 

O censo europeu de milhafres-reais invernantes irá ser realizado em diversos países do centro e norte da Europa, com organização da LPO (França).

 

Objetivo

Contagem dos dormitórios conhecidos de maior dimensão e recolha de mais dados sobre dormitórios e outras concentrações de milhafre-real, em todo o país.

 

Organização

LPN, SPEA, ATNatureza, Palombar, Quercus e ICNF.

 

Metodologia

 

  • Contagem de dormitórios
  1. Contacte a SPEA ou a LPN (no caso do distrito de Beja) para que lhe seja atribuído um dormitório conhecido. A participação é livre, autónoma, e dependente da disponibilidade dos voluntários.
  2. No dia que escolher para a contagem, posicione-se num bom ponto de observação, duas horas antes de escurecer. Terá de ser a uma distância suficientemente afastada para não causar perturbação, mas que lhe permita observar as entradas de aves para o dormitório. Em dormitórios grandes poderá ser necessário mais do que um observador, em mais do que um ponto de observação.
  3. Conte os indivíduos pousados no dormitório e na sua proximidade (pré-dormitórios).
  4. Conte os indivíduos que entram no dormitório.
  5. Conte os indivíduos que se envolvem em revoadas, que podem ocorrer antes das aves acalmarem definitivamente.
  6. Com estes dados, faça uma estimativa do número de milhafres-reais presentes.
  7. Registe também a presença de milhafres-pretos.

 

  • Observações adicionais: novos dormitórios e outras

Se tiver conhecimento de concentrações de milhafres-reais (prévio ou de observações atuais), observadas ao início ou final do dia, agradecemos o envio da informação para Rui Machado, incluindo coordenadas geográficas e número de indivíduos, podendo usar a ficha de campo para o efeito. Esta informação é importante para complementar a dos dormitórios conhecidos. Chamamos a atenção para o seguinte:

  1. Existência e localização de aterros sanitários com concentrações de milhafres-reais.
  2. Dormitórios e outras concentrações regulares de milhafre-real.
  3. Observação eventual de direção de voo, ao amanhecer e ao entardecer (i.e. 1 hora antes do pôr-do-sol) e eventuais zonas de possível dormitório nas imediações (manchas de floresta, parques, margens de rios com vegetação arbórea, etc.).
  4. Observação de aves marcadas com placas alares coloridas e os respetivos códigos de cores.
  5. Outras observações de interesse.

 

Contactos e envio de dados
Envie a ficha de campo preenchida com os dados recolhidos. Em alternativa, insira os seus dados no PortugalAves/eBird e envie-nos o endereço da lista submetida.

 

  • Distrito de Beja (incluindo ZPE Castro Verde): a/C Hugo Lousa (LPN) | lpn.cea-castroverde@lpn.pt
  • Outros distritos: a/C Rui Machado (SPEA) | rui.machado@spea.pt; 919 466 574
  • Eventos
  • Formações
  • workshops

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