Certificação florestal FSC® e preservação da floresta autóctone
Evento:

Já aconteceu

Data:

6 de dezembro (Sexta-feira) de 2019

Local:

Vila Nova de Poiares (Coimbra)

Horário:

das 9h30 às 12h

Ação de formação e demonstração:
"Certificação florestal FSC® e preservação da floresta autóctone: altos valores de conservação e serviços de ecossistema"

 

Por Carmo Tavares, FSC® Portugal.

 

Inclui visita / componente prática.
    


Local
Quinta da Moenda, Vila Nova de Poiares (Coimbra)


Coordenadas GPS: 40.224855, -8.266410


A organização disponibiliza transporte gratuito coletivo entre Coimbra e Vila Nova de Poiares, com saída de Coimbra às 8h45 e regresso às 13h. Para mais informações e reserva de um lugar, contacte-nos para geral@lpn.pt.

 


ESCOLHER PRODUTOS CERTIFICADOS FSC® É AJUDAR A CUIDAR DAS NOSSAS FLORESTAS

 

 

A certificação florestal FSC® tem como propósito melhorar a gestão florestal no mundo inteiro, incentivando os proprietários e gestores florestais a seguirem as melhores práticas sociais e ambientais.
Algo que traz benefícios diretos às áreas florestais, tais como a proteção da biodiversidade, dos direitos dos povos locais, dos direitos dos trabalhadores e de áreas com importância ambiental e cultural significativa.
A crescente procura por produtos certificados FSC® evidencia aos proprietários florestais que as empresas e os consumidores preferem produtos provenientes de florestas geridas de forma responsável.
    

 

A CERTIFICAÇÃO FLORESTAL FSC®E OS ALTOS VALORES DE CONSERVAÇÃO

 

 

As regras para uma gestão florestal responsável, indispensáveis à certificação florestal, obrigam à manutenção de áreas de Altos Valores de Conservação (zonas de conservação dentro da área da Unidade de Gestão).

 

Apesar de existir uma grande área florestal certificada na região Centro, as áreas de Altos Valores de Conservação são aqui bastante escassas.

 

Num contexto onde o desordenamento florestal, o abandono rural e os recorrentes incêndios florestais têm levado à destruição e fragmentação da floresta, com esta ação de formação pretendemos:

  • Dar a conhecer os Altos Valores de Conservação e os serviços de ecossistema que nos prestam num contexto aplicado à região Centro;
  • Mostrar ao proprietário e ao gestor florestal que a dimensão da propriedade não é um fator limitante à criação e classificação de áreas de Altos Valores de Conservação; e
  • Provar que o restauro e a manutenção de áreas de floresta autóctone, não só é possível e necessário no contexto ambiental em que vivemos, como se constitui como uma importante ferramenta local na mitigação e combate aos efeitos das alterações climáticas e à progressão dos incêndios florestais, funcionando como barreiras à sua passagem.

 


A criação e classificação de áreas de floresta autóctone com Altos Valores de Conservação são uma mais-valia para a preservação do património natural e para o proprietário e gestor florestal. E estão ao seu alcance, independentemente da dimensão ou da intensidade de gestão da sua propriedade.

 

Existem oportunidades para a certificação das Unidades de Gestão de proprietários de pequena dimensão ou de baixa intensidade de gestão (SLIMF), e nesta formação irá abordar-se este tema.

 

Para além de uma apresentação teórica, de introdução ao tema, nesta ação de formação haverá uma componente prática de aplicação e verificação no terreno de um template que permite monitorizar os valores naturais presentes numa propriedade. Uma ferramenta ainda em teste e que permitirá ao pequeno proprietário monitorizar a sua área de forma mais expedita.

 

Este exercício será feito na Quinta da Moenda*, um pequeno espaço florestal da Liga para a Protecção da Natureza, no concelho de Vila Nova de Poiares, onde através de boas práticas de gestão se tem vindo a promover a floresta autóctone.

 

Quinta da Moenda, em Vila Nova de Poiares (© Luísa Luz Sales).

 

 

Pelo futuro do nosso território e por uma melhor gestão florestal, vamos fazer diferente.
Participe e divulgue pelos seus contactos.

 

Destinatários
Proprietários e gestores florestais. Autarquias. Empresários florestais, empresas de trabalhos florestais e outros técnicos de operações florestais. Estudantes de ensino superior. Público em geral interessado no tema.

 

Inscrições
Atividade Gratuita com inscrições obrigatórias até 4 de dezembro para geral@lpn.pt | 217 780 097. No ato de inscrição indicar o nome e data de nascimento para efeitos de ativação do seguro.

 

Notas

  • Vagas limitadas de acordo com a ordem de chegada de inscrição.
  • No caso das condições meteorológicas não permitirem a ação será adiada para data a confirmar.

 

 

 

 

 

 

O FOREST STEWARDSHIP COUNCIL ® (FSC®)
É uma organização sem fins lucrativos, de âmbito internacional, dedicada à promoção de uma gestão ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente viável das florestas do mundo inteiro. Em Portugal, o FSC® é representado pela Associação para uma Gestão Florestal Responsável (AGFR), que integra os principais agentes do sector florestal nacional, e cujo objetivo é a divulgação, promoção e implementação do esquema de certificação florestal FSC no nosso país.
Mais informações aqui

 

A CERTIFICAÇÃO FLORESTAL FSC®
A certificação da gestão florestal FSC® é um processo voluntário e independente, que tem por base os Princípios e Critérios do FSC® e que assegura que os produtos provenientes de florestas, e outras origens (por exemplo, material reciclado), provêm de florestas geridas de forma responsável.
Ao longo da cadeia de valor de produtos de origem florestal, a certificação de cadeia de custódia FSC® é aplicável a todos os agentes que transformem, processem ou comercializem produtos florestais certificados pelo FSC®, e proporciona vários benefícios tais como o acesso a novos mercados.

 

ALTOS VALORES DE CONSERVAÇÃO, Protecção de áreas excecionais
São áreas ou valores naturais, ambientais, arqueológicos ou arquitetónicos excecionais, que têm uma importância particularmente elevada, em termos de valores ambientais e socioculturais.
O conceito de Altos Valores de Conservação é um fator preponderante e indissociável do sistema FSC®, e encontra-se enquadrado pelo Princípio 9 dos Princípios e Critérios FSC® exigidos ao proprietário ou gestor florestal:

 

Norma FSC de Gestão Florestal para Portugal [https://pt.fsc.org/preview.norma-de-gesto-florestal-para-portugal.a-391.pdf]
10 Regras para uma gestão florestal responsável:
Princípio 1: Cumprimento da legislação: respeito pelas leis nacionais e pelos acordos internacionais;
Princípio 2: Proteção dos direitos dos trabalhadores e das condições de trabalho;
Princípio 3: Reconhecimento e proteção dos direitos dos povos indígenas;
Princípio 4: Relações com as comunidades: salvaguarda do bem-estar das comunidades locais;
Princípio 5: Benefícios da floresta: uso eficiente dos produtos e serviços florestais;
Princípio 6: Valores e impactos ambientais: conservação dos serviços dos ecossistemas;
Princípio 7: Planeamento da gestão florestal;
Princípio 8: Monitorização e avaliação da floresta e da gestão florestal;
Princípio 9: Proteção dos Altos Valores de Conservação;
Estabelece os requisitos para a identificação e gestão de Altos Valores de Conservação, que devem ser mantidos ou melhorados nas áreas certificadas.
Princípio 10: Implementação das atividades de gestão.

 

 

* A QUINTA DA MOENDA

Doada à LPN em 2008 para fins de utilidade pública, a Quinta da Moenda foi entregue aos cuidados do grupo de voluntários do Núcleo da LPN da zona Centro que, ao longo destes anos, ali foram experimentando e implementando diferentes abordagens silvícolas próximas da natureza com vista à recuperação da vegetação autóctone.

 

Resultado desse trabalho, este espaço florestal com cerca de três hectares e atravessado pela ribeira de Poiares é hoje conhecido como o "Refúgio Biológico de Vila Nova de Poiares" devido à sua diversidade de fauna e flora.

 

Ali podemos encontrar espécies típicas da floresta nativa da região, como o carvalho-roble (Quercus robur), o sobreiro (Quercus suber), o bordo (Acer pseudoplatanus), o pilriteiro (Crataegus monogyna), o sabugueiro (Sambucus nigra), o salgueiro (Salix sp.), o amieiro (Alnus glutinosa), o freixo (Fraxinus angustifolia), o sanguinho (Frangula alnus), o azevinho (Ilex aquifolium), a urze (Erica sp.), a gilbardeira (Ruscus aculeatus), entre outros.

 

Uma vez recuperada, este reduto de floresta autóctone funciona atualmente como barreira natural à progressão de incêndios florestais no espaço florestal envolvente, dominado por eucalipto, pinheiro-bravo e acácias.

 

Uma iniciativa apoiada por:

 

  • Eventos
  • Formações
  • workshops

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