Nome comum | Lobo-marinho, Foca-monge-do-mediterrâneo

 

Nome científico | Monachus monachus

Tipo de ocorrência | Residente

Estatuto de conservação a nível global | Em Perigo (EN)

Estatuto de conservação em Portugal (Madeira) | Criticamente em Perigo (CR)

Descrição

O lobo-marinho, também conhecido como foca-monge-do-mediterrâneo, é um mamífero marinho e pertence à família dos focídeos (verdadeiras focas). É a foca mais rara do mundo com menos de 700 indivíduos e é umas das espécies marinhas mais ameaçadas do planeta. Em adultos, podem atingir cerca de 240 a 300 quilos e entre 2,3 a 2,8 metros de comprimento. Os machos, com uma pelagem preta e uma mancha ventral branca, são normalmente maiores do que as fêmeas, que podem apresentar uma pelagem castanha ou cinzenta.

 

Habitat

O habitat preferencial do lobo-marinho são zonas de praias abertas, onde os indivíduos possam descansar e cuidar das suas crias. No entanto, esta espécie também pode aparecer em praias rochosas, em que utiliza cavernas marinhas para as suas atividades fora de água. A ocupação deste tipo de cavernas é considerada como uma adaptação a pressões por parte dos seres humanos.

Atualmente consideram-se quatro subpopulações desta espécie, distribuídas pelo Mar Mediterrâneo (Grécia e Norte de África) e Oceano Atlântico (Mauritânia e Arquipélago da Madeira).

 

Distribuição

Em Portugal, esta espécie ocorre exclusivamente nas Ilhas Desertas e Ilha da Madeira, onde a população conta com cerca de 40 indivíduos.

 

Número de crias

Apenas uma cria por gestação que dura entre 9 e 11 meses.

 

Longevidade

Cerca de 20 a 25 anos (esperança média de vida)

 

Dieta

O lobo-marinho é uma espécie diurna e alimenta-se principalmente de peixe variado, cefalópodes, como o polvo e o choco, e crustáceos. Para se alimentar é capaz de fazer mergulhos em apneia que podem durar 15 minutos e ultrapassar os 400 metros de profundidade. Pode comer até 3 quilos de alimento por dia.

 

Ameaças

As principais ameaças a esta espécie incluem a destruição e perda de habitat, devido ao desenvolvimento antropogénico nas zonas costeiras, turismo e atividades náuticas; a captura propositada por alguns pescadores que consideram a espécie como uma praga que danifica as artes de pesca e compete pelo pescado; a captura acidental/emaranhamento em redes de pesca e também a diminuição da disponibilidade de alimento devido à pesca excessiva.

Na população do Arquipélago da Madeira, as interações negativas entre as focas e as atividades pesqueiras parecem ser baixas, sendo que algumas armadilhas e redes usadas ilegalmente são os principais equipamentos de pesca que afetam a espécie nesta região.

O lobo-marinho está protegido em todos os países onde ainda se encontra presente, através de leis regionais, nacionais, tratados internacionais e regulamentações da União Europeia. No Arquipélago da Madeira, foram criadas duas zonas com o intuito de proteger a espécie, a Reserva Natural das Ilhas Desertas e zona protegida da Península de S. Lourenço. As principais medidas de conservação incluem proteção de habitat, diminuição de interações negativas da espécie com atividades pesqueiras, pesquisa e monitorização das populações de foca monge em cada zona e também campanhas de sensibilização e consciencialização públicas.

 

Curiosidades

  • O nome “lobo-marinho” provém do facto de que os sons emitidos por estes animais de baixo de água se assemelharem a uivos de lobos;
  • A cidade de Câmara de Lobos, na Ilha da Madeira, deve o seu nome à descoberta do lobo-marinho da região pelo descobridor Gonçalves Zarco, quando chegou pela primeira vez à ilha em 1419.

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