A natureza como um bem não renovável

A LPN tem vindo a fomentar a realização de ações de formação e professores - Fóruns Participativos Educativos que pretendem criar um espaço de partilha de projetos, atividades ou iniciativas mostrando como as escolas podem contribuir para a Conservação da Natureza. Esses fóruns têm sido uma demonstração de projetos inovadores que envolvem não só as Escolas como a restante comunidade educativa evidenciando as práticas e sinergias efetuadas pelos professores com diversos organismos nacionais e comunidades locais.

 

Nesse âmbito, no dia 27 de abril realizou-se o terceiro Fórum participativo com a designação – Educar para o Património Natural – A Natureza como um Bem Não Renovável.

 

A ação de formação em regime online derivado da pandemia Covid 19 contou num primeiro painel com a participação do formador António Almeida, professor coordenador da Escola Superior de Educação de Lisboa, que salientou a necessidade de uma abordagem das questões relativas à Geodiversidade e Geoconservação no âmbito da Conservação da Natureza. Sendo a Geodiversidade o suporte da biodiversidade, para além dos aspetos valorativos que reúne. São muitas e variadas, entre nós, as ocorrências geológicas que, de há umas três décadas, têm vindo a ser identificadas como georrecursos culturais não renováveis, o que quer dizer que, uma vez destruídos, ficam perdidos para sempre, daí tornar-se fulcral o aumento da educação e cultura na defesa e preservação do património Geológico.

 

Nesse sentido foram criados Geoparques inseridos na Rede UNESCO, que são áreas únicas e unificadas onde locais e paisagens de importância geológica internacional são geridos numa conceção holística de proteção, educação e desenvolvimento sustentável.

 

Após a apresentação sobre a Geodiversidade fomos em direção ao Norte, para Viana do Castelo indo ao encontro dos projetos e iniciativas premiadas do CMIA – Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental divulgados pela coordenadora Leonor Cruz, que nos apresentou as excelentes iniciativas desenvolvidas nas escolas do concelho e de Ciência Cidadã. Depois descemos até ao Sul, onde as professoras Raquel Sarmento, e alunos do Agrupamento de Escolas Gil Eanes de Lagos nos apresentaram o projeto interdisciplinar e transversal da “ Biodiversidade do Algarve Profundo” que se insere na “Rede de Clubes de Ciência Viva na Escola” implementado em 2019 pela Direção Geral da Educação e Ciência Viva.

 

O Algarve é um hotspot mundial de biodiversidade subterrânea e é muito importante que as novas gerações o saibam e contribuam para a sua preservação. Com este projeto propõe-se dar a conhecer à comunidade local e ao País, este mundo subterrâneo, os seus aquíferos, a sua vida cavernícola, a sua arqueologia, as suas lendas e muito mais.

 

E da exploração desse mundo subterrâneo “desfraldaram-se as velas e embarcou-se” rumo à ilha da Madeira para o conhecimento da sua maravilhosa geodiversidade e projetos. A professora Ângela Morais e alunos da Escola Básica e Secundária efetuaram uma pequena abordagem sobre os objetivos do Concurso Regional GEA Terra Mãe e “brindaram-nos” com o projeto das Geopaisagens e os 3 projetos que vão participar no concurso deste ano: um sobre a importância das microalgas nas alterações climáticas, nomeadamente ao nível da sua utilização como biofertilizante, outro relativo ao BioGeo papel (um papel único a nível nacional, que se produz a partir do reaproveitamento de pseudocaule e talo de bananeira, bagaço da cana de açúcar e argila) e por último o projeto que dá a conhecer a Reserva da Biosfera de Santana e as possíveis consequências resultantes das alterações climáticas.  No final de cada projeto, os alunos deram o seu testemunho relativo à participação no concurso e projetos.

 

Após apresentação destes projetos e iniciativas relevantes e da divulgação de novas abordagens pedagógicas de conservação da geodiversidade e biodiversidade pensamos estarem lançados desafios futuros tendo em vista a melhoria e capacitação para a implementação de projetos como uma estratégia para a Valorização do Território eixo estratégico da Estratégia Nacional de Educação Ambiental, do plano de Adaptação às Alterações Climáticas e para o cumprimento dos objetivos da agenda 2030 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial os ODS 13 e 15.

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