Ações de formação com os Aspirantes a Geoparques Mundiais da Unesco em território Português

Após o lançamento, no dia 5 de janeiro, da ação de formação para professores - Fórum Participativo - Educação Ambiental para a Geoconservação do Património Geológico na CPLP, com a presença dos Geoparques Mundiais da UNESCO em território português e do Brasil, o Centro de Formação da LPN, organizou três ações com o Aspirante Geoparque Algarvensis e Aspirante Geoparque Oeste.

 

Estas ações de formação na modalidade de curta duração para professores e abertas a cidadãos interessados, enquadraram-se na Estratégia Nacional de Educação Ambiental, de Conhecer para valorizar o território, no Perfil dos alunos à saída da Escolaridade Obrigatória e na Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030 que destaca o valor educacional dos Geosítios, bem como a sua biodiversidade e património cultural associada, da sua proteção e divulgação.

 

Nesse contexto, no dia 10 de fevereiro, a diretora científica do Aspirante Geoparque Algarvensis – Cristina Veiga Pires, “brindou-nos” com uma viagem de conhecimento pelo território bem definido, na descoberta pelos segredos de um outro Algarve que não apenas o das “praias para banhos”. Durante três horas, os participantes “navegaram” pela História da terra e da Vida, numa viagem de conhecimento científico e educativo que deverá envolver os cidadãos para o património natural e cultural do território, através do despertar para a geoconservação, para os problemas do ambiente e da conservação da natureza, tendo em vista o aumento da participação informada e consciente.

 

Nos dias 23 e 26 de fevereiro coube a vez à divulgação do território do Aspirante Geoparque Oeste. As ações de formação com os Aspirantes a Geoparques abarcam quase todos os Objetivos do Desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, pois têm como base os recursos endógenos dos territórios, o seu património natural e cultural para a criação de uma estratégia de desenvolvimento sustentável. Tal como o Aspirante Geoparque Algarvensis, o Geoparque Oeste, apresenta uma geodiversidade notável. Nos seus 72 km de costa, reúne, por exemplo mais de 70 geossítios identificados e caraterizados, uma enorme riqueza paleontológica (180 sítios fósseis já inventariados, incluindo mais de três dezenas de espécies de fósseis com nomes de localidades do Oeste), um estratotipo “Prego Dourado” local mundialmente reconhecido para base do andar Toarciano (Jurássico Inferior), dois museus com uma componente expositiva ligada às Geociência ilustram bem a sua importância científica, educacional e geoturística.

 

As ações de formação tiveram uma componente inicial de introdução ao território, de divulgação em formato online e, posteriormente, efetuou-se em formato presencial uma ação de formação com a realização de uma saída de campo com o objetivo de se encarar o território como um laboratório natural, para os professores dinamizarem ações que estimulem a aprendizagem dos seus alunos. Contando com a dinamização dos formadores Bruno Pereira da Associação Geoparque Oeste e Bruno Camilo Silva da Sociedade de História Natural, acompanhados pelo professor destacado na LPN, os participantes revelaram um grande interesse e empenho à medida que os formadores revelavam “os segredos” do território do aspirante Geoparque Oeste.

 

A saída de campo realizou-se na Praia Azul – Foz do Sisandro tendo-se efetuado uma viagem pelos tempos do Jurássico, com uma interpretação paleoambiental e paisagística, tendo os participantes constatado a enorme riqueza natural e paleontológica desse geossítio, onde, inclusivamente, foi recolhido um dinossáurio - saurópode que estava em risco devido à erosão marítima.

 

Para os Geoparques, a Educação, tal como o Geoturismo e a Geoconservação, são os três pilares de uma pirâmide prioritária para a UNESCO. Nesse âmbito, a LPN tem previsto para o mês de julho, algumas ações de formação na modalidade de curso de 25 horas para professores no Aspirante Geoparque Oeste – um roteiro pelo património natural e cultural e Educação Ambiental – Percursos de Descoberta no Arouca Geopark Geoparque Mundial da UNESCO tendo como objetivo possibilitar conhecer com um “outro olhar” esses territórios, criando ferramentas pedagógicas e procurando colmatar, algumas lacunas que os professores eventualmente sintam nas atividades de trabalho de campo.

Essas ações têm como objetivo destacar o valor educacional dos Geossítios bem como, a necessidade da sua proteção e divulgação, reconhecendo que o Património Natural contribui para a valorização do território, enquadrando-se na ENCB 2030 - Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e Biodiversidade 2030, pela ENEA - Estratégia Nacional de Educação Ambiental tendo em conta os compromissos assumidos na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

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