Amêijoa-japonesa em discussão em Peniche e Lagoa de Óbidos

Amêijoa-japonesa (Ruditapes philippinarum). Fotografia: Projeto NIPOGES.

 

 

 

A amêijoa-japonesa (Ruditapes philippinarum) é uma espécie de bivalve originária do Oceano Pacífico (Filipinas, China, Japão, Taiwan). Pensa-se que foi introduzida em Portugal na Ria Formosa nos anos 80, com o objetivo de ser produzida para alimentação. Local onde as suas populações nunca viriam a desenvolver muito devido à sua dependência de input de água-doce. Hoje, esta espécie exótica invasora encontra-se presente nos estuários do Mondego, Tejo e Sado, na Ria de Aveiro e nas lagoas costeiras de Óbidos e Albufeira.

 

A introdução da amêijoa-japonesa coincidiu com uma diminuição significativa da amêijoa-boa (Ruditapes decussatus), possivelmente por ocuparem o mesmo tipo de habitat e poderem competir por espaço e alimento. Ao mesmo tempo, causou impacto económico positivo pois a sua apanha e comercialização para consumo humano gera rendimentos consideráveis para as populações locais, incluindo na Lagoa de Óbidos.

 

Foi neste contexto que surgiu a necessidade de criar bases científicas para uma gestão sustentável deste recurso e, com ela, o projeto NIPOGES, ao abrigo do qual se tem vindo a estudar o estado atual das populações de amêijoa-japonesa da Ria de Aveiro, da Lagoa de Óbidos e dos estuários do Tejo e Sado.

 

A convite do Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos, a equipa do projeto NIPOGES, representada pelos seus investigadores Paula Chainho, Frederico Carvalho e Cátia Santos, do MARE – FCUL, deu a conhecer alguns dos resultados preliminares obtidos com as amostragens já realizadas na Lagoa de Óbidos.

 

 

 

A apanha de bivalves e o trabalho de amostragem do projeto NIPOGES na Lagoa de Óbidos. Fotografias: Projeto NIPOGES.

 

 


Foram dois eventos que reuniram no total cerca de 60 pessoas, entre as quais, alunos da licenciatura de Biologia Marinha da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria (ESTM-IPL), em Peniche, e elementos da comunidade local da Lagoa de Óbidos.

 

 

 

Apresentação do projeto a alunos da ESTM-IPL, em Peniche, numa aula aberta integrada no “Dia de BMB^2”, da Semana de Biologia Marinha e Biotecnologia.

 

 

 

Para além da transferência de conhecimentos científicos, a participação de mariscadores da Associação de Pescadores e Mariscadores Amigos da Lagoa de Óbidos (APMALO) permitiu ainda a recolha e validação de alguma da informação produzida, desta forma promovendo uma gestão participada e o envolvimento ativo dos agentes interessados.


Adicionalmente, a informação reunida pela equipa do projeto NIPOGES, designadamente através da realização de inquéritos de participação, permitirá a elaboração de propostas de gestão e de monitorização desta espécie.

 

 

 

Apresentação do projeto à comunidade da Lagoa de Óbidos, no Vau, nas instalações da Associação Recreativa Desportiva e Cultural Vauense e com a participação da APMALO.

 

 


A LPN agradece à equipa do projeto NIPOGES, ao Núcleo de Estudantes de Biologia Marinha e Biotecnologia da ESTM-IPL, à Associação Recreativa Desportiva e Cultural Vauense, à APMALO e à Junta de Freguesia do Vau pela sua cooperação com o Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos com vista à concretização destes eventos.

 

Saiba mais sobre o projeto NIPOGES aqui.

 

 

 

Para mais informações sobre o Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos, clique aqui.

 

 

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