As árvores no Parque do Alto da Vila orientam o desenvolvimento

O objetivo das localidades é o de reunir as pessoas e dar-lhes condições para que se sintam bem, em contacto com a natureza permitindo um ambiente mais saudável. Para isso, encontrar formas de acolher a natureza dentro de si, como sejam a criação e revitalização de jardins/parques torna-se fundamental para que tenhamos cidades sustentáveis.

 

Um dos exemplos de um contributo para a melhoria da qualidade de vida da população é o do Parque do Alto da Vila, em Águeda, e foi esse o local escolhido pelos alunos do 7º ano das turmas A e B da Escola Secundária Adolfo Portela, em mais uma iniciativa do Projeto Literacia para a Floresta.

 

Após ter-se lançado a via ecológica no Parque da Boiça, à tarde, reservava-nos um percurso pedestre desde a escola até ao Parque Alto da Vila, numa extensão aproximada de 1,6 km.  

 

Viajar pelo Parque do Alto da Vila é contactar com as espécies autóctones mas também uma viagem pelo Mundo com exemplares de espécies raras e exóticas que remontam ao século XIX. Com três hectares está classificado como de interesse municipal, oferecendo um ambiente romântico e possuindo um lago, que pode ser atravessado através de duas pontes, percursos sinuosos, um coreto em ferro, um campo de ténis, uma capela, a casa do guarda, grutas, um pavilhão de caça e ainda a imponente chalet onde viviam os primeiros proprietários do parque.

 

Logo à entrada do lado direito um castanheiro (Castanea sativa) árvore que foi salientada pelo professor destacado pelo facto de ser autóctone, mais abundante no interior norte e centro de Portugal e que sobreviveu em alguns locais da Europa Central e Mediterrâneo ao último período glaciar tornando-se o nosso território como um dos refúgios durante os eventos glaciares.

 

 

 

 

Enquanto os alunos iam preenchendo o guião do projeto ia-se observando e descrevendo outras espécies autóctones com orientação do professor destacado Jorge Fernandes. Belos exemplares se encontravam, como por exemplo, o azevinho(Ilex aquifolium), o buxo (Buxus sempervirens), aveleira (Corylus avellana), Carvalho- Alvarinho (Quercus robur), entre outras.

 

 

 

 

 

Mas para além de outras espécies autóctones observadas o parque distingue-se pelas sequóias, cedros bem altos e pelo seu bambuzal, que nos transportava para caminhos na China.

 

Bambuzal (Phillostachum Nigra) - Bambu-preto.

 

 

O parque constitui também o ponto de encontro entre a natureza e o património cultural constituindo um bom exemplo da arquitetura revivalista e possuindo uma escultura de um tronco de um cedro que renasceu entre os destroços das muitas árvores que caíram durante o temporal de janeiro de 2013 e que arrasou o parque Alto da Vila.

 

 

Escultura num tronco de um cedro que caiu durante o temporal de janeiro de 2013 em Águeda, da autoria de Paulo Neves.

 

 

Realce para o excelente envolvimento dos alunos que fizeram, com a ajuda dos familiares e de acordo com o proposto pela LPN, na 2ª sessão online do Projeto Literacia para a Floresta, comedouros e bebedouros para os insetos e aves do parque.

 

No fim, pensamos que a via ecológica está traçada, pois a observação, contacto com a natureza e procura do conhecimento traz uma compreensão da importância das árvores e dos seres vivos existentes no Parque e à avaliação dos seus benefícios.

 

 

 

Subscreva a
nossa Newsletter

Se deseja receber informação atualizada sobre a LPN, por favor insira o seu email:

©2018 Liga para a Protecção da Natureza.

Powered by bluesoft.pt