Baixo Alentejo conta com mais 15 tartaranhões-caçadores na Natureza

A equipa da Liga para a Protecção da Natureza tem o orgulho de anunciar a devolução de 15 tartaranhões-caçadores (Circus pygargus) à Natureza, no âmbito do projeto LIFE SOS Pygargus. Este projeto, que conta com a colaboração de várias entidades, visa a conservação e recuperação desta espécie, crucial para o equilíbrio dos ecossistemas.

 

Estes indivíduos foram inicialmente resgatados do meio natural por estarem em perigo iminente. Algumas crias foram encontradas desprotegidas, outras crias sofreram ferimentos e necessitaram de intervenção veterinária, outras foram descobertas pelos agricultores aquando as ceifas.

 

Marcação de uma ave com anilha de PVC após ser resgatada de um ninho em risco, antes da sua transferência para o hacking.

 

 

Assim, para garantir a sua sobrevivência (de crias ou ovos) em ninhos de risco, foi realizado o resgate destes, tendo sido seguido de um desenvolvimento temporário em ambiente controlado – o hacking, processo de conservação ex-situ.

Aqui, aprenderam a voar e a caçar, treinando estas competências o melhor possível. Após demonstrarem estar totalmente aptos a sobreviver por conta própria, estes tartaranhões estavam prontos para atravessar a fase mais desafiante do seu ciclo de vida: a primeira migração para África.

 

 

Juvenis de tartaranhão-caçador em fase de hacking.

 

 

 

 
Esquerda: Juvenis em hacking, num ambiente natural preparado para o seu desenvolvimento | Direita: Juvenil pronto para a devolução à Natureza, observado através dum espelho-unidirecional, que permite o acompanhamento sem perturbar as aves.

 

 

 

 


Juvenil equipado com transmissor antes da sua devolução à Natureza.

 

 

 

Demos assim início ao processo de devolução à Natureza. Com a abertura dos portões do hacking, cada ave saiu a seu ritmo, em dias diferentes, marcando um momento de esperança e sucesso para a conservação desta espécie ameaçada.

 

Todos os indivíduos foram identificados com anilhas e, alguns, ainda foram marcados com emissores de GPS – desta forma, conseguimos ter acesso à sua localização em tempo real e perceber dados importantes para conhecer melhor a ecologia desta espécie.

 

Este é um passo importante na conservação da biodiversidade e um exemplo do impacto positivo que a colaboração entre entidades, ibéricas, nacionais e locais, pode alcançar na proteção das espécies selvagens.

 

Destacamos a parceria informal com a Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB), essencial para promover a sensibilização e colaboração com a comunidade local, especialmente com os agricultores da região do Baixo Alentejo, que, valorizando o conhecimento local e promovendo a sua ligação a cadeias de valor, reforçam o reconhecimento da sua produção no mercado nacional e são uma peça essencial para a sobrevivência da espécie.

 

Seguiremos a acompanhar de perto o percurso destas aves, na esperança de que continuem a prosperar na Natureza, contribuindo para a saúde dos nossos ecossistemas.

 

Saiba mais informações sobre o projeto LIFE SOS Pygargus.

 

 

 

 

 

 

 

 

O projeto LIFE SOS Pygargus é financiado em 75% pelo Programa LIFE da União Europeia e conta com cofinanciamento da Viridia – Conservation in Action, Lightsource bp e Fundo Ambiental.  É implementado por um consórcio que integra a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural (entidade coordenadora), Associação BIOPOLIS-CIBIO, AEPGA - Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino, ANPOC - Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais, CCDR-N - Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva SA, ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, LPN - Liga para a Protecção da Natureza, MC Shared Services SA, Modelo Continente Hipermercados SA, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vita Nativa - Conservação do Ambiente, AMUS - Acción por el Mundo Salvaje, Consejeria de Agricultura, Ganaderia y Desarrollo Sostenible - Junta de Extremadura, GREFA - Grupo de Rehabilitación de la Fauna Autóctona y su Hábitat e Universidad de Murcia.

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