Conhecer as aves da Lagoa de Óbidos

No âmbito do Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos, realizou-se a 31 de março a primeira de várias sessões de anilhagem de aves previstas neste projeto nas imediações da Lagoa de Óbidos.


Com partida do Cais da Rainha, no Braço da Barrosa, e com a Lagoa de Óbidos no horizonte, os cerca de 25 participantes começaram esta manhã de primavera com um pequeno percurso pedestre rumo ao local da atividade. Já junto ao rio da Cal, aguardavam-nos o biólogo Carlos Pacheco, anilhador credenciado da Associação Portuguesa dos Anilhadores de Aves e a bióloga Rita Ramos.

 

 


Nas quatro redes estrategicamente colocadas entre caniçais e terrenos agrícolas, foram capturados exemplares de algumas das espécies de aves residentes naquele local e outras que por ali passam, nidificam e seguem voo para outros destinos.


Registaram-se assim a toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla), a toutinegra-de-cabeça-preta (Sylvia melanocephala), o chapim-azul (Cyanistes caeruleus), o rouxinol-pequeno-dos-caniços (Acrocephalus scirpaceus), o rouxinol-bravo (Cettia cetti), o pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) e a milheirinha (Serinus serinus).

 


Cada um dos indivíduos capturados foi marcado com uma pequena anilha de metal gravada com uma combinação de caracteres única. Recolheram-se também dados morfológicos e biométricos de cada ave para um conhecimento mais profundo sobre as diversas espécies, suas populações e indivíduos que as compõem.

 

Toutinegra-de-cabeça-preta (Sylvia melanocephala)

 

Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)

 

Milheirinha (Serinus serinus)

 

Medição da asa da milheirinha (Serinus serinus)

 

Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)

 

toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)

 

Rouxinol-bravo (Cettia cetti)


Os participantes, das várias faixas etárias, ficaram assim a conhecer um pouco mais sobre o universo das aves da Lagoa de Óbidos, seus hábitos, dietas e comportamentos. Foi com alegria, entusiasmo e responsabilidade que alguns dos participantes devolveram à natureza as aves capturadas.

 


Mas estas não foram as únicas espécies registadas nesta manhã. As redes foram montadas ao som do canto do cuco-canoro (Cuculus canorus) que, do alto dos pinheiros, nos anunciava a primavera, enquanto ali bem perto um faisão-comum (Phasianus colchicus) sacudia as suas asas enquanto procurava alimento nos campos agrícolas. Ao longo da manhã, os guarda-rios (Alcedo atthis), quais flechas azuis, atravessavam de rompante a galeria junto ao rio da Cal e, em voo sobre a lagoa, vimos algumas das rapinas que ali procuram refúgio e alimento - o ágil açor (Accipiter gentilis), a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) e a águia-pesqueira (Pandion haliaetus).


O nosso agradecimento à Associação Portuguesa dos Anilhadores de Aves, aos biólogos Carlos Pacheco e Rita Ramos e a todos os participantes da atividade!

 


A próxima iniciativa do Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos já tem data marcada! Na noite de 13 de abril (sábado), sob orientação de Paulo J. Lemos, vamos conhecer as espécies de anfíbios que habitam as Poças do Vau. Saiba mais aqui!

 

 

Para mais informações sobre o Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos, clique aqui.

 

 

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