Da teoria à boa prática florestal

“A teoria sem a prática de nada vale, a prática sem a teoria é cega”

Harold Anthony Lloyd

 

A Quinta da Moenda, propriedade da LPN no concelho de Vila Nova de Poiares, continua a ser palco de visitas e de saídas de campo para treino de práticas de restauro ecológico por profissionais do setor florestal.

 

Orientados pelo Professor Joaquim Sande Silva e por Samuel Vieira, no início de novembro fomos acompanhar um grupo de alunos da Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) nalgumas sessões práticas que tiveram como objetivo aplicar técnicas de controlo de espécies exóticas invasoras.

 

Este é o resultado de um trabalho de colaboração entre várias partes interessadas, que conta com a visão e o apoio do município de Vila Nova de Poiares, a participação do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e o conhecimento e a transmissão de boas práticas pela LPN.

 

Esta nossa jornada começou com uma visita guiada por aquele que é hoje considerado o refúgio ecológico de Vila Nova de Poiares – a Quinta da Moenda – onde o trabalho cuidado de Samuel, associado da LPN, levou à conversão de uma quinta abandonada dominada por espécies exóticas numa pequena floresta autóctone, cuja visitação e usufruto são abertos à comunidade local.

 

 

 

 

Foi ao fundo da quinta, junto à ribeira de Poiares, que a sessão prática desta aula teve início. Estávamos agora nas propriedades vizinhas da Quinta da Moenda, onde o acacial continua a ganhar terreno à floresta nativa e aos seus proprietários, cada vez mais sensibilizados para travar este problema e, com ele, o risco de incêndios florestais.

 

 

 

 

Alunos da ESAC/IPC aplicam técnicas de descasque em exemplares de acácia-mimosa (Acacia dealbata) numa propriedade limítrofe com a Quinta da Moenda, junto à ribeira de Poiares.

 

Este é um trabalho exigente e de constante experimentação, com vista à identificação das metodologias mais eficientes em cada contexto. Mas é também um trabalho muito gratificante, pelo impacto produzido na paisagem, com exemplares da flora autóctone a recuperar o seu espaço na floresta.

 

 

 

Na semana seguinte foi a vez de Samuel visitar a mata da ESAC, em Coimbra. Esperava ao grupo uma sessão de trabalho numa parcela de terreno outrora dominado por espécies exóticas invasoras e hoje numa fase mais avançada do processo de restauro. Ali se aplicaram técnicas de gestão florestal no controlo de matos, numa perspetiva de intercâmbio entre entidades, para troca de conhecimento e saberes.

 

 

 

A LPN agradece ao município de Vila Nova de Poiares pelo apoio prestado ao programa Florestas e pela sua aposta na promoção e valorização da floresta autóctone do Centro de Portugal.

 

Saiba mais sobre a Quinta da Moenda em Vila Nova de Poiares e o programa Florestas da LPN aqui.

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