Discussão no parlamento reforça a necessidade de proteger as Alagoas Brancas

Teve esta sexta-feira lugar na Assembleia da República uma boa discussão sobre a Petição n.º 231/XV/2ª – “Salvar a zona húmida das Alagoas Brancas”.

 

Vários apoiantes da causa assistiram presencialmente à discussão no plenário e o trabalho persistente e incansável do movimento de cidadãos foi amplamente elogiado por todos os deputados dos partidos intervenientes. Todos os partidos que intervieram reconheceram a importância do ecossistema das Alagoas Brancas e não houve um partido que não defendesse e evidenciasse os valores naturais em causa.

 

Vimos publicamente agradecer e elogiar a posição de todos os partidos e apelar a que todos os cidadãos possam rever a sessão plenária e a discussão da petição no site do canal parlamento.

 

A votação final dos projetos de resolução apresentados foi a seguinte:

 

É de salientar que o anterior governo do Partido Socialista esteve muito bem quando mobilizou o apoio do Fundo Ambiental para “salvar” o ecossistema e decretou a relevância da zona húmida das Alagoas Brancas.

 

Destacamos neste processo o enorme mérito do então Ministro do Ambiente e Ação Climática, Dr° Duarte Cordeiro.

 

Para o movimento, a análise e o consenso que desde já se pode retirar da discussão plenária que teve hoje lugar  em torno da petição é que o atual governo do Partido Social Democrata - PSD tem desempenhado um bom papel e claramente valoriza o ecossistema, recomendando a sua classificação. Também podemos concluir que a IL - Iniciativa Liberal fez uma óptima intervenção no plenário, colocando a tónica nas questões e aspetos certos. Tal como o Bloco de Esquerda, que acompanha e defende esta causa desde o primeiro momento e que por via do deputado Fabian Figueiredo reforçou mais uma vez a necessidade de proteção e classificação do local. Também o Partido Socialista - PS por via do deputado Luís Graça esteve bem ao  relembrar o histórico do local e solicitar a sua classificação. E para o movimento de cidadãos a esperança resume-se nos projectos de resolução aprovados - LIVRE, CHEGA e PAN -  os quais seguem em anexo e que pela importância dos argumentos apresentados devem ser informados e recomendados junto da Câmara Municipal de Lagoa (CML), da Assembleia Municipal Lagoa e de todas as instâncias locais e regionais com responsabilidades implicadas, exercendo a pressão necessária para a devida e merecida salvaguarda deste local de interesse público.

 

O que também ficou claro nesta sessão é que a Câmara socialista de Lagoa não tem cumprido a sua parte. A CML tem o dever de começar a assumir a sua responsabilidade com maior seriedade, valorizando efectivamente o local e sobretudo o dinheiro público que já foi investido e que ainda deve ser aplicado.

 

Durante a sessão plenária foi amplamente criticada a parca atuação da Câmara de Lagoa até à data presente, fazendo da sua prestação grande motivo de preocupação e desagrado. A renaturalização das Alagoas Brancas já deveria ser exemplo que nos enchesse de orgulho e inspirasse o resto do país.

 

Entretanto e até que as Alagoas Brancas sejam classificadas como Reserva Natural Local o movimento não vai baixar a guarda e promete continuar a sua luta e levá-la a outras instâncias se for preciso.

 

O movimento não concorda com a recente designação atribuída pelo Presidente da Câmara ao local:  “Bioparque das Alagoas Brancas”. Um “Bioparque” pode ser uma qualquer coisa, desde um parque aquático a um parque de merendas e os exemplos conhecidos em Portugal não são os melhores em termos de proteção da natureza.

 

O movimento vai continuar a sua luta pela inclusão dos seus contributos, bem como dos especialistas, técnicos e membros das ONGs ambientalistas entendidos na área. 

 

Iremos zelar pela criação de uma comissão de acompanhamento concreta e crítica que vise a efetiva renaturalização por via de um “Parque Natural da Cidade de Lagoa” - designação usada no protocolo do Fundo Ambiental.  O objetivo é que as Alagoas Brancas sejam uma RNL - Reserva Natural Local devidamente classificada, onde são aplicados de forma adequada os instrumentos de gestão territorial. Entidades como o ICNF deverão dar parecer favorável à classificação do local.

 

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