Educação e desafios do futuro: ambiente e desenvolvimento sustentável

O Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Conselho Nacional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS) organizaram no dia 22 de maio o Seminário “Educação e desafios do futuro: ambiente e desenvolvimento sustentável.


O Seminário realizou-se no auditório do CNE durante todo o dia, contando com a presença de diversos oradores entre os quais a presença do professor Jorge Palmeirim da Comissão de Gestão da LPN e candidato a futuro presidente. Participaram na iniciativa professores, diversos técnicos de educação e ambiente. A iniciativa conjunta das duas entidades teve os seguintes objetivos: alertar para as mudanças climáticas identificando algumas respostas educativas já em curso ou desejáveis; reconhecer o trabalho de escolas e das ONG`s em matéria de Cidadania e de Educação Ambiental, identificando boas-práticas, dificuldades e constrangimentos;  dar visibilidade às oportunidades abertas pela plataforma marítima incentivando o seu estudo; aprofundar a reflexão e o debate sobre as potencialidades de desenvolvimento sustentável do país, em particular do interior despovoado, e a prevenção escolar de incêndios e outras catástrofes.


Na mesa de abertura a Presidente do CNE – Maria Emília Brederode Santos mencionou a necessidade da Escola “abrir-se para o exterior” salientando o papel das ONG`s no apoio a projetos de educação ambiental, o professor Filipe Duarte Santos presidente do CNADS relacionou as ameaças sociais com a exploração dos recursos naturais salientando a importância da literacia científica e o papel que a Educação desempenha para se interpretar as mudanças.


O ministro do ambiente mencionou os 3 vértices da Estratégia Nacional de Educação Ambiental- ENEA 2020 - (Descarbonizar a Sociedade, Tornar a Economia Circular e Valorizar o Território) sendo que para o cumprimento desses 3 eixos temáticos urge a necessidade de se fomentar uma cidadania interveniente.


O Presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência – Alexandre Quintanilha colocou algumas questões para refletirmos, como por exemplo: Se quiseres ir depressa, vai sozinho se quiseres ir longe vai acompanhado e quando pressionados para alterarmos as nossas convicções a tendência é quase sempre de escolher a evidência que valida a nossa “visão do mundo” e ignorar ou desvalorizar a que a questiona …


Destaque para as intervenções do professor Jorge Paiva sobre a importância da defesa da biodiversidade salientando a importância dos serviços dos ecossistemas, referindo que 90% dos medicamentos são de origem biológica, nomeadamente o papel das florestas como produtoras de biomassa e sumidouros de carbono.


O problema dos fogos florestais não se resolve com mais meios mas sim com conhecimento foi um dos comentários efetuados por Tiago Oliveira da AGIR – Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais. Referindo que que Portugal é um país florestal mas também de mato enfatizou a necessidade de um modelo de gestão do território que implique regras bem definidas em relação aos terrenos e que possam ser assentes também em ideários baseados em sistemas ecológicos, como por exemplo o efetuado na serra da Malcata quando da campanha da defesa do Lince. Destaque para a informação disponibilizada sobre o Sistema de gestão Integrada de Fogos Rurais que poderá ser consultada pelos cidadãos em www.portugalchama.pt.


Num contexto de maior flexibilidade curricular e de novas competências para as autarquias em matéria de educação os professores Helena Barracosa e José Janela advogaram a necessidade de uma educação mais transversal propondo mecanismos que fomentam uma maior cidadania a nível da escola e local dos jovens cidadãos.


Por fim para além da intervenção de outros convidados, o professor Jorge Palmeirim salientou o papel que as ONG`s têm na sensibilização educação das populações e do seu papel prioritário na conservação da natureza. Tendo em conta os “desafios do futuro” e suas implicações para o futuro neste seminário ficou a proposta de uma maior inclusão destas temáticas nas atividades escolares e assegurar a continuidade da realização de ações que assegurem a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e a ENEA para além de 2020.

 

 

 

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