Estuário do Tejo – Marés de Ciência e de Educação para a Sustentabilidade

Inserido no Dia Mundial das Zonas Húmidas, efeméride que evoca a criação, em 1971, da Convenção de Ramsar - Convenção sobre as Zonas Húmidas, a LPN promoveu a palestra/debate Estuário do Tejo – Marés de Ciência e de Educação para a Sustentabilidade contando com o apoio de diversas entidades moderado pela professora Andreia Monteiro registando a presença de vários professores e representantes de diferentes instituições, empenhados na conservação e sustentabilidade do Estuário do Tejo e das zonas húmidas.

 

 

 

No dia 2 de fevereiro a LPN organizou uma palestra/debate inserida no Dia Mundial das Zonas Húmida, nos objetivos da Estratégia Nacional de Educação Ambiental em especial do seu eixo temático – Valorizar o território e na implementação dos Objetivos do desenvolvimento Sustentável – (ODS) – 13 “Ação Climática”, 14 “ “Proteger a Vida Marinha” e 15 “Proteger a Vida terrestre”.


O debate público que se realizou no auditório do Centro de Interpretação do Monsanto da Câmara Municipal de Lisboa visou abordar e debater a conservação e o uso sustentável das zonas húmidas num contexto de incerteza quanto aos efeitos das alterações climáticas, em especial do Estuário do Tejo, bem como divulgar boas práticas educativas implementadas naquela que foi classificada como a primeira zona húmida em Portugal incluída na lista de Sítios Ramsar.


A convenção de Ramsar é um Tratado Intergovernamental que disponibiliza um quadro de ação para a conservação e uso racional das zonas húmidas e seus recursos. A Convenção foi adotada na cidade iraniana de Ramsar em 1971. Desde então, quase 90% dos países dos Estados das Nações Unidas, entre os quais Portugal, acederam como “partes contratantes”. O tema para 2019 destaca o importante papel das zonas húmidas como solução para as alterações climáticas.


A mesa de abertura contou com a presença do presidente da LPN - professor Eugénio Sequeira, drª Helena Gil da Direção Geral de Educação e dr. Francisco Teixeira da APA – Agência Portuguesa do Ambiente que introduziram o debate salientando a importância da temática, em contexto de incerteza face às alterações climáticas, da importância da promoção da literacia científica e da educação, divulgando-se as boas práticas educativas de forma a capacitar os cidadãos para a conservação e sustentabilidade das zonas húmidas.


Para além da palestra o evento incluiu uma seleção de filmagens da P&LC – documentários de natureza, das “Marés Selvagens do Tejo” apresentada numa estação de televisão. As imagens e visão apresentadas pelo dr. Pedro Carvalho da P&LC foram usadas para explorar a beleza e riqueza indescritível do Estuário do Tejo atribuindo à natureza do Tejo uma jornada com uma aproximação emocionante, do momento, a que poderíamos chamar de felicidade por se viver junto a ele.


E esse foi o mote introdutório para contextualizar a palestra/debate na qual após a apresentação dos participantes por parte da professora e membro da Direção da LPN – Andreia Monteiro, o professor José Lino do MARE/FCUL nos presenteou com uma apresentação magistral sobre – “Estuário do Tejo – passado, presente e futuro”. Caraterizando de um modo geral o Estuário, o professor José Lino mencionou os principais impactes negativos resultantes das atividades humanas mas também nos trouxe dados sobre a clara melhoria das comunidades de macroinvertebrados bentónicos após a intervenção, como aconteceu genericamente no sistema depois da entrada em funcionamento de muitas ETAR – Estações de Tratamento de Águas Residuais. De notar também a sua informação sobre o efeito das alterações climáticas nas mudanças claras nas comunidades piscícolas do estuário do Tejo, com início na década de 1990.

 

 

 

15538 foi o número que o arquiteto Ricardo Espírito Santo da Reserva Natural do Estuário do Tejo (RNET) nos trouxe. Um número correspondente aos dias passados na RNEsET caraterizando a evolução do Estuário do Tejo e desbravando as suas alterações transmitindo-nos ao mesmo tempo um sentimento de vínculo de lugar. As memórias e os sentimentos, imateriais, são muito mais puros, verdadeiros, que qualquer uma das coisas possíveis de serem tocadas, materialistas.


Seguidamente divulgou-se ações de boas práticas educativas através do “Projeto AVenturate” apresentado pela Bióloga Marisa Gomes e drª Cláudia Miguel/APALV- Associação para Promoção da Aprendizagem ao Longo da Vida. O projeto foi uma iniciativa que visou a consciencialização para a conservação da natureza assim como um maior conhecimento e valorização da biodiversidade dos Estuários do Tejo e do Sado através da produção de conteúdos educativos dirigidos à comunidade escolar. O projeto envolveu ações de formação e professores e ações nas escolas e nos estuários do Tejo e Sado para se conhecer as Aves através de saídas de campo com a utilização de Novas Tecnologias.

 

 

 

O público presente, cerca de 55 pessoas (entre professores, técnicos de autarquias, alunos universitários e representantes de ONGAs, jovens e púplico em geral), pôde ainda colocar questões e refletir sobre as pressões colocadas sobre o Estuário do Tejo e da necessidade de se sensibilizar e educar cada vez mais os jovens e os cidadãos  despertando-os para os ritmos e funcionamento da Natureza.

 

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