O Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos e o Coletivo Guarda Rios organizaram um atelier para a conclusão da construção de uma réplica de uma «barraca» dos pescadores da Lagoa de Óbidos.
A atividade juntou vários participantes, incluindo residentes, os pescadores do Vau, proprietários de atuais cabanas na Lagoa de Óbidos, e os representantes do poder local, empenhados na promoção e divulgação dos saberes e tradições da região.
Atualmente, na margem sul da Lagoa de Óbidos encontram-se algumas cabanas de pescadores, utilizadas para estes guardarem apetrechos da pesca e descansarem. Contudo, as primeiras cabanas da Lagoa de Óbidos, conhecidas como as «barracas» dos pescadores, surgiram na Ponta da Ardonha, próximo ao Braço da Barrosa, há mais de 200 anos.
Começaram a ser construídas pelos antigos «Varinos», pescadores vindos da Murtosa, no distrito de Aveiro, nas suas primeiras migrações. Tinham um formato e uma função diferentes das de hoje. Durante os oito meses de companha que os Varinos por aqui passavam, estas cabanas serviam de habitação - “ali cozinhavam, dormiam e guardavam o pouco que tinham”.
Os vários testemunhos deram a conhecer mais sobre a origem e a história destas estruturas, os materiais de que eram feitas, a partir de elementos da natureza recolhidos em redor da laguna, e a sua evolução até às atuais Cabanas dos Pescadores da Lagoa de Óbidos.
Uma herança cultural a preservar!
A ‘barraca’ resultante desta atividade ficará exposta junto ao Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos onde poderá ser vista por todos os seus visitantes.
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Esta iniciativa resultou de uma parceria entre o Coletivo Guarda Rios e o Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos, teve a colaboração da OSSO – Residências Artísticas na Aldeia de São Gregório (Caldas da Rainha) e da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, e contou com o apoio da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.
Sobre o Coletivo Guarda-Rios
Guarda Rios é um projeto de investigação-ação artística que pretende, a partir dos territórios ribeirinhos, refletir sobre as diferentes dimensões – artística, cultural, social, ambiental – das relações dos seres humanos com o seu ambiente natural e construído (antropizado). Pretende-se que as práticas de observação-escuta-investigação, desenvolvidas em residências por diferentes rios pelo país, revelem dimensões múltiplas das realidades locais que emergirão, quer através de trabalhos artísticos, quer através de ações in loco. O projeto Guarda-Rios é apoiado pela Direção-Geral das Artes.
Sobre o Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos
O Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos resultou de um projeto do Orçamento Participativo Portugal (OPP) coordenado pela Liga para a Protecção da Natureza em parceria com a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, a Câmara Municipal de Óbidos e o Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania.
Para mais informações sobre o Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos, clique aqui.

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